sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Balanço de 2010 e olá Ano Novo!!!




(imagem daqui)
O Natal não foi muito fácil para os meus lados contudo, o novo ano está mesmo aí com novas e melhores vivências. E, que tal saudar 2011, na baía do Funchal, com o maravilhoso fogo de artifício que a iluminará durante alguns minutos? Eu digo-vos: vai ser fantástico!!!
A todos muita saúde, alegria e paz! Um novo ano cheio de momentos memoráveis e felizes e com muitas leituras excelentes... mesmo com o aumento do IVA.
Quanto ao velhinho 2010, foi um ano de lágrimas e sorrisos, de conquistas e vitórias, um ano de duras batalhas!...
Quanto a leituras... foram 59 livrinhos lidos este ano!!! Atingi a meta dos 50 livros a que me propus... 3 livros ainda estão na mesa de cabeceira com poucas páginas por ler. São eles: O Homem do Castelo Alto, A Fúria de Reis e Uma Luz na Escuridão. Farão parte da contagem de 2011.
Este ano descobri George R.R Martin, Patrick Rothfuss, Charles Frazier,Kate Morton,Cassandra Clare, Florencia Bonelli, Murakami, Anne Rice entre outros. Também me apaixonei pela escrita de Rosa Lobato Faria, David Soares, Carla Ribeiro, Gabriel Magalhães, Paulo Alexandre Castro, etc.
Aqui fica o meu Top 10:
TOP 10 de 2010:
O Nome do Vento de Patrick Rothfuss
O Sonho mais Doce de Doris Lessing
Cold Mountain de Charles Frazier
A Guerra dos Tronos/ A Muralha de Gelo de George R.R Martin
Jardim dos Segredos de Kate Morton
O Quarto Arcano- O Anjo Negro/ O Quarto Arcano- O Porto das Tormentas de Florencia Bonelli
O Evangelho do Enforcado de David Soares
O Vampiro Lestat de Anne Rice
A Papisa Joana de Donna Woolfolk Cross
O Doente Inglês de Michael Ondaatje
Menção Honrosa para: A Trança de Inês de Rosa Lobato Faria
Estes livros foram alguns dos melhores deste ano que está prestes a findar. Que venha 2011 com mais e melhores leituras!!!
Para todos, um EXCELENTE Ano Novo!!!! E como diria um grande senhor: Façam o favor de ser felizes!!!:D
Bjokas
Jojo

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Eternidade de Alyson Noël


O primeiro livro da extraordinária nova série Os Imortais de Alyson Noël.
Entrem num mundo encantador onde o verdadeiro amor nunca morre...
Depois de um terrível acidente que lhe matou a família, Ever Bloom, de dezasseis anos, consegue ver as auras das pessoas que a rodeiam, ouvir os seus pensamentos e conhecer a história da vida de qualquer pessoa através de um simples toque. Desviando-se, sempre que possível, no sentido de evitar qualquer contacto humano e de esconder esses dons, Ever é vista como uma anormal na escola secundária à qual regressa.
Mas tudo muda, quando conhece Damen Auguste.
Damen é encantador, exótico e rico. E é a única pessoa que consegue silenciar o ruído e as manifestações de energia que invadem a cabeça de Ever. Ele transporta uma magia tão intensa que parece conseguir ler a alma de Ever.
À medida que Ever é arrastada para o sedutor mundo de Damen, onde abundam os segredos e os mistérios, começam a surgir-lhe mais perguntas do que respostas. Além de que não faz ideia de quem realmente é... ou daquilo que é. Apenas sabe que se está a apaixonar desesperadamente.
"Eternidade" - Um amor assim não tem fim.

A MINHA OPINIÃO:
Eternidade é um livro de fácil "digestão"! O início da leitura não augurou nada de bom... Existiam demasiadas semelhanças entre este e outros livros que já li ( nomeadamente, os livros de Stephenie Meyer) que, a sensação de previsibilidade e de conhecer a história de algum lado foi quase fatal. Fatal, porque estive quase para largar o livro. Mas, como é raríssimo abandonar uma leitura a meio, lá prossegui. Ainda bem que o fiz. Essa sensação diluiu com o passar do tempo, à medida que, a história foi desabrochando. Ever é a protagonista, uma adolescente que perdeu os pais e a irmã num terrível acidente. Após essa experiência traumática, Ever passou a ver as auras dos que a rodeiam, a ouvir os seus pensamentos e a ver e a conversar a sua falecida irmã, Riley. No liceu, foi relegada para segundo plano... outrora, menina popular, ela optou por se esconder e refugiar num grupo restrito de amigos: Haven e Miles. Até que conhece Damen... ele vai revolucionar o seu mundo. Não tem aura e a sua presença é suficiente para silenciar o ruído, por vezes, fatigante, proviniente das outras pessoas. O seu toque é electrizante e inacreditavelmente familiar. No entanto, é de um secretismo total e quase absurdo. Um amor floresce! É um livro direccionado para uma faixa etária mais jovem e a abordagem da autora às personagens é mais simples e juvenil. Não deixa de ser uma obra interessante a partir do momento em que ultrapassamos os famosos clichés ( são muitos!!!). O mistério de Damen transforma este livro no verdadeiro page-turner e, quando a sua verdadeira natureza ( não, não é vampiro... :p) é revelada, este primeiro volume da série ganha um novo folêgo abrindo a porta da curiosidade para o segundo volume.

3/5- RAZOÁVEL

PS: Obrigada N. pelo empréstimo!

domingo, 5 de dezembro de 2010

O Oito de Katherine Neville



Conta a lenda que os Mou­ros ofe­re­ce­ram a Car­los Magno um tabu­leiro de xadrez que con­ti­nha a chave para domi­nar o mundo.
Sul de França, 1790. No auge da Revo­lu­ção Fran­cesa, o len­dá­rio tabu­leiro de xadrez de Car­los Magno, oculto há mais de um milé­nio nas pro­fun­de­zas da Aba­dia de Mont­glane, corre o risco de ser des­co­berto. As suas peças encer­ram um intri­cado enigma e quem o deci­frar terá acesso a uma antiga fór­mula alquí­mica que lhe con­ce­derá um poder ili­mi­tado. Para mantê-​las fora do alcance de mãos erra­das, as novi­ças Mireille e Valen­tine deve­rão espalhá-​las pelos qua­tro can­tos do mundo.
Dois sécu­los depois, Cathe­rine Velis, uma jovem perita infor­má­tica, é envi­ada para a Argé­lia com o objec­tivo de desen­vol­ver um soft­ware para a OPEP. Nas vés­pe­ras da sua par­tida de Nova Ior­que, um nego­ci­ante de anti­gui­da­des faz-​lhe uma pro­posta mis­te­ri­osa: reu­nir as peças de um antigo xadrez. Cat vê-​se assim envol­vida na busca do len­dá­rio jogo de xadrez e torna-​se numa das peças desta par­tida mile­nar, jogada ao longo dos sécu­los por reis e artis­tas, polí­ti­cos e mate­má­ti­cos, músi­cos e filó­so­fos, liber­ti­nos e o pró­prio clero. Quem está de que lado? De quem será o pró­ximo lance?
Pas­sado e pre­sente entrecruzam-​se magis­tral­mente neste thril­ler excep­ci­o­nal de uma autora de culto em todo o mundo, con­si­de­rada a grande pre­cur­sora dos roman­ces de Dan Brown.


A MINHA OPINIÃO:


O Oito é um livro enorme com uma grande história que atravessa vários séculos! Tudo começa com um famoso Xadrez oferecido pelos Mouros a Carlos Magno. Reza a lenda que, nas suas peças está escondida a fórmula para dominar o mundo... O imperador decide então, esconder o tabuleiro e as suas peças na Abadia de Montglane. Mas, em 1790, no rebuliço da Revolução Francesa, a abadessa numa tentativa de proteger o perigoso segredo, decide desenterrar as peças e espalhá-las pelas freiras e noviças que se dispersar-se-ão pelo mundo. Entre as noviças estão Valentine e Mireille que, uma vez em Paris, vão aprender que esta será uma dura e díficil missão. Dois séculos depois, Catherine Vellis, uma jovem informática de sucesso está de partida para a Argélia para trabalhar num software para a recém-criada OPEP. Nas vésperas da sua partida, Cat e a sua amiga Lilly, jogadora acérrima de xadrez, assistem um torneio de xadrez em que o cabeça de cartaz é Alexander Solarin, um grande mestre. Após esse torneio, tudo se precipita e Cat vê-se envolvida num jogo real que, curiosamente, está entrelaçado com o famoso Xadrez de Montglane. Katherine Neville intercala passado e futuro numa história viciante. O passado, para mim, foi muito mais cativante. As histórias dentro da história que incluíam personagens tão famosos como Napoleão Bonaparte, Catarina, a Grande, Isaac Newton, Sebastian Bach, Talleyrand, Voltaire, Richelieu e Rosseau eram, indubitavelmente, fascinantes. Os acontecimentos de 197o foram menos absorventes, em parte, porque dois personagens que mais gostava aparecerem menos vezes que gostaria: Solarin e Nim. Além disso, senti-me um pouco perdida, à semelhança de Catherine, pois, ela também não percebe o porquê de tantas mortes, enigmas e a sua relação com o Xadrez. Tudo isto é revelado mais à frente no livro. Contudo, é uma obra de 600 páginas que exerce um magnetismo enorme sobre o leitor que não o quer pousar. Um thriller cheio de reviravoltas e grandes personagens reais ou fictícias! Abre o apetite para a continuação, O Fogo...

5.5/7- MUITO BOM

PS: Obrigada Segredo dos Livros!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Devaneios de Séries... Merlin (2008- )

Merlin é uma série produzida pela BBC. É uma série para toda a família e reconta a história de Merlin e Arthur. Não é de todo igual à lenda. Artur (Bradley James) ainda não é rei, é um príncipe mimado e por vezes, arrogante mas, tudo não passa de uma máscara que esconde o seu bom coração e o seu grande sentido de justiça e de igualdade. Merlin ( Colin Morgan) é um jovem feiticeiro que ajudará Arthur a crescer e amadurecer e a tornar-se no famoso Rei, The Once and Future King. Mas, comecemos pelo princípio... Há muitos anos, o Rei Uther Pendragon ( Anthony Head) desejoso de ter um filho varão fez um pacto com feiticeira Nimueh para a Rainha Igraine conceber. Contudo, Nimueh corrompida pelo poder, esqueceu-se de mencionar a Uther de que, com o nascimento de Arthur, Igraine morreria. Uther, louco de dor pela morte da esposa iniciou uma terrível perseguição a todos os que praticavam magia. Um período que ficaria conhecido como The Great Purge. Todos os que praticavam magia foram condenados à morte e a feitiçaria foi banida de Camelot sob pena de morte. Porém, alguns escaparam, entre eles, os pais de Merlin. Anos depois, Merlin regressa a Camelot e conhece o príncipe mais arrogante, convencido e mimado possível, Arthur. Antipatizam de imediato... até Merlin conhecer uma criatura mágica, o Grande Dragão que profetiza que Arthur será o rei que unirá todos os povos e reconciliará o reino com a magia e, que a função de Merlin é proteger o jovem príncipe. Com a ascensão de Arthur ao trono, Merlin tornará-se-á no maior feiticeiro de todos os tempos. Depois de salvar a vida de Arthur ( a primeira de muitas!), Merlin é escolhido por Uther para ser o servo principal da casa do príncipe. Agora, o jovem feiticeiro terá que ajudar o jovem Pendragon a crescer sem lhe revelar que pratica magia, sob pena de ser descoberto e condenado à morte. A relação senhor-criado adquire contornos de uma grande amizade, uma quase relação de irmãos que fortalece à medida que os episódios vão surgindo. Outras personagens famosas da lenda também estão presentes: Morgana Le Fay ( Katie McGrath), aqui uma protegida do Rei Uther, criada como filha e Gwen, diminutivo de Guinevere ( Angel Coulby), a criada de Morgana, que não tem problemas em dar sermões de boas maneiras a Arthur e que acabará por ser o grande amor do futuro Rei.

A série encontra-se agora na terceira temporada, sendo que o último episódio desta será exibido hoje na BBC. Nesta temporada, Arthur já não é o príncipe mimado da primeira temporada e o próprio Merlin, amadureceu. Surgem novos elementos da lenda, os Cavaleiros da Távola Redonda e Excalibur. É uma série com momentos verdadeiramente hilariantes ( Arthur e Merlin são de partir a rir!) e momentos épicos que redefinem a lenda arturiana. Para quem gosta da lenda do rei Arthur, como eu, esta série, é um verdadeiro deleite! Está mais do que recomendada para quem quiser rir, sorrir, sonhar com tempos idos ou simplesmente desanuviar!


TRAILER FINAL DA 3ª TEMPORADA:


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TRAILER DO ÚLTIMO EPISÓDIO DA 3ª TEMPORADA:

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Loucura Azul de Paulo Alexandre e Castro



O que podem ter em comum um jovem pintor, um agente secreto da ex-URSS, uma professora universitária e dois agentes do SIS? A resposta a esta e outras questões reside na fantástica vida azul de Maurizio. Maurizio Biancusi é um jovem pintor que volta à faculdade. Conhece Sylviane Rochas professora universitária dada a práticas pouco convencionais. Envolvem-se apaixonadamente, levando Maurizio a viver uma nova e intensa vida. Tudo se complica quando conhecem Vlamidir Gordchenko, um suposto escritor russo, que os levará em desespero a cometer um crime. Ao mesmo tempo, Maurizio e Sylviane são seguidos por dois agentes do SIS, Beno e Guido, que desconfiam da troca de mensagens operada nas obras de arte de Maurizio. São eles que o vão acompanhar sempre, mesmo quando Maurizio constata que afinal Sylviane nunca existiu… Paixão, sedução, assassínio e mistério são alguns dos ingredientes que fazem de Loucura Azul um livro original, apaixonante e intenso.

A MINHA OPINIÃO:

Loucura Azul é um livro diferente... Percorri as suas páginas com estranheza e alguma supresa. Uma história aparentemente simples, torna-se complexa e intrigante. Maurizio é um pintor que perdeu a inspiração e decide regressar à faculdade. Aí encontra ( ou não...) uma nova musa, Sylviane. Os dois vivem uma relação frenética, cheia de intensidade e cujos limites estão sempre em mudança. Sylviane testa Maurizio e leva-o a viver novas situações e novas loucuras. É um livro pequeno que se lê em poucas horas. A filosofia de Sylviane que pode ou não ser um delírio de Maurizio, pode deixar o leitor desconcertado e, até perdido no meio do caos que são os devaneios do pintor. Contudo, o mais me impressionou neste livrinho não foi a história em si, foi a escrita de Paulo Alexandre e Castro. As descrições tão reais e poéticas de Lisboa são belíssimas e captam na perfeição, o cheiro, as cores e as pessoas da cidade. Um livro fluido que se revelou uma boa leitura!

5/7- MUITO BOM

PS: Obrigada Segredo dos Livros!

domingo, 21 de novembro de 2010

Devaneios Cinematográficos- Harry Potter e os Talismãs da Morte


A MINHA OPINIÃO:
Chegou mais um novo capítulo da saga de Harry Potter aos cinemas... Para quem não sabe, o sétimo e último livro foi dividido em duas adaptações cinematográficas. A primeira parte chegou este Novembro e segunda parte chegará para o Verão de 2011. E eu, admiradora confessa da série "potteriana" estava desejosa de o ver. Os livros de J.K.Rowling marcaram a minha adolescência e os filmes são uma forma de entrar de novo no mundo da aventura e da magia. Este filme é, para mim, um dos melhores da saga! Porém, aqueles que não estão familiarizados (quem não está?) com mundo "potteriano" podem não apanhar todas as nuances desta nova metragem. Harry, Ron, Hermione deixaram para trás os momentos felizes e idílicos na segurança dos muros de Hogwarts e substituíram-nos pelo perigo e pela luta pela sobrevivência. Correm contra o tempo e contra os planos maléficos de Lord Voldemort em busca dos Horcruxes, fragmentos da alma do Senhor das Trevas. David Yates realiza o seu terceiro filme do universo Potter e fá-lo competentemente! O filme adquire uma atmosfera mais negra com uma fotografia brilhante de Eduardo Serra contudo, não falta humor ( os gémeos Weasley e o Ron são demais!) ternura e amizade. Amizade, essa que é posta à prova! Harry, Ron e Hermione verão a sua relação ser testada ao máximo... Será a amizade mais forte que a desconfiança ou que um Horcrux? O trio segue os passos de Dumbledore e na posse do seu enigmático legado, deparam-se com outros artefactos, os Talismãs da Morte. Estes, segundo a lenda, foram criados pela Morte para três irmãos. A parte em que Hermione conta a história é fantástica! Os gráficos que foram adoptados para contar a aventura dos irmãos são belíssimos! Radcliffe, Grint e Watson cresceram em frente aos nossos olhos e por vezes, esquecemos que eles são actores e que mantêm interpretações consistentes há quase uma década. Ralph Fiennes é arrepiante como Lord Voldemort. Tudo nos seus gestos e maneirismos denuncia maldade e insensibilidade. Só poder supremo o seduz! Imelda Stauton é mais a mais irritante das personagens ( com seus gatinhos e laçinhos), Umbridge. Perfeita! E claro, Dobby é o mais elfo mais adorável e corajoso do mundo!!! E a sua cena final foi capaz de arrancar alguma comoção e, atrevo-me, lágrimas na sala!O filme deixa aquela sensação de história inacabada mas, é normal sendo esta apenas uma parte. Todavia, há um leve perfume a esperança no ar, um aroma a confiança, que aponta para um futuro melhor! Um bom filme e sim, vou esperar ansiosamente uma data de meses pela conclusão. Nem me lembrem disso! Contando os dias...:p

TRAILER:




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sábado, 20 de novembro de 2010

A Rainha dos Malditos (Volume I) de Anne Rice


A continuação de Entrevista com o Vampiro e O Vampiro Lestat.

A viagem de Lestat até uma caverna numa ilha grega desperta Akasha, rainha dos malditos e mãe de todos os vampiros, do seu sono de seis mil anos. Desperta e sedenta de sangue, Akasha traça o seu maléfico plano para dominar o mundo dos vivos.
Num concerto em São Francisco, Lestat ignora que entre os fãs há centenas de vampiros dispostos a destruí-lo por ter revelado a condição dos seus semelhantes.
Um misterioso sonho é partilhado por um grupo de homens e vampiros. Quando todos se aproximam, o sonho torna-se mais claro e tudo aponta para uma tragédia indescritível.

A MINHA OPINIÃO:

A Rainha dos Malditos é, como indicado, apenas um volume desta história. Talvez por isso, soube-me a pouco... Contudo, não deixa de ser um livro de Anne Rice com personagens electrizantes e uma escrita fabulosa e algo poética da autora. Neste livro, o concerto do célebre vampiro Lestat está iminente e seguimos os passos das outras personagens que o aguardam com ansiedade. Estas não são apenas vampiros mas também humanos. A ligar todos os intervinientes da história, está uma lenda: a lenda das gémeas ruivas Mekare e Maharet. E esta lenda tão antiga também se relaciona com Akasha, Aquela que deve ser preservada. Akasha, rainha dos malditos vive pelo poder, pelo sangue e pela ambição. Daniel é outra personagem fascinante.É humano mas procura desesperadamente a morte e a consequente imortalidade vampírica. Daniel é o jovem jornalista que entrevistou Louis, em Entrevista com o Vampiro (tenho que ler esse livro:p). Este volume tem menos acção que os anteriores porém, tal se justifica, acho eu, por ser uma parte de duas, pois quando ela aparece, o livro chega ao fim. Daí a minha pequena frustação...Todavia, esta parte parece ser a preparação para o que aí vem: algo grandiosamente terrível ou redentor, dependendo do ponto de vista. Anne Rice cria com esta série de livros: um mundo com uma mitologia vampírica muito própria e viciante. É, indubitavelmente, uma das melhores sagas vampíricas que já li!

5/7- MUITO BOM

PS: Obrigada Segredo dos Livros!
TRAILER DO FILME:

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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Royal Flash- A Odisseia de um Cobarde (II) de George MacDonald Fraser



A sua cobardia só é comparável à sua cara de pau. Harry Flashman tem tudo para ser o maior herói do Império Britânico. E esta é a sua odisseia!

Dos salões vitorianos de Londres às fronteiras exóticas do Império, prepare-se para conhecer o maior herói do seu tempo (raios, de todos os tempos!)

Após o seu regresso do Afeganistão como herói de guerra, Flashman vê-se envolvido com a bela e perigosa Lola Montez e o malévolo Otto Von Bismarck numa batalha de engenhos que irá decidir o destino de um continente. Dando início a uma aventura épica, o nosso galã embrulha-se numa sucessão desesperada de fugas, disfarces, encontros amorosos e combates singulares que atravessam os salões de jogo e masmorras de Londres para culminar nas salas de trono da Europa. Será que os talentos de Flashman irão salvar o nosso sortudo cobarde das garras de Otto Von Bismarck e da bela Lola Montez?
A MINHA OPINIÃO:

Royal Flash é um sucessor principesco de Flashman- A Odisseia de um Cobarde! É mais vibrante, mais hilariante, resumindo mais Flashy!!! Harry Flashman é mais uma vez, o herói ( ou anti-herói) . No primeiro volume, Harry foi expulso do Colégio de Rubgy, ganhou um duelo ( fazendo batota) e ingressou no Exército, servindo Sua Majestade, além fronteiras, na Índia e no Afeganistão. Regressou como herói. Novamente em Inglaterra, o nosso Flashy tenta fazer as suas trafulhices, enganar rabos-de-saia e viver uma boa vida à custa de muito pouco sacríficio. Mas, Harry tem um condão para se meter em apuros, incluindo aqueles que são bonitos e usam saias. Flashman encontra Lola Montez, o que por si, não traz problema nenhum, se o nosso protagonista não cedesse à luxúria facilmente. Uma relação que acaba com um penico voador! Lola vai, depois, tornar-se amante de Luís da Baviera. Outro personagem que se cruza com Flashman é Otto Bismarck, o afamado político alemão com um papel crucial na origem da nova Alemanha. Países em pé de guerra, e o nosso herói no meio desta confusão! Como, perguntam vocês? Bem, o nosso Harry tem um sósia principesco e mais não digo. Com uma escrita simples e directa, Fraser faz com a leitura seja aprazível e cheia de gargalhadas. Harry mete-se em cada embrulhada e sempre aterrorizado, safa-se sempre! E ainda por cima, admite que é covarde!!! Enfim, um livro divertidíssimo... com personagens palpáveis e com um background histórico fantástico!

5/7- MUITO BOM

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Anjo Caído de Lauren Kate


Existe qualquer coisa de dolorosamente familiar em Daniel Grigori. Misterioso e distante, prende a atenção de Luce Price logo que o vê no primeiro dia de aulas no internato Sword & Cross, em Savannah. É a única coisa boa num lugar onde os telemóveis são proibidos, os outros estudantes são tramados e as câmaras de segurança vigiam todos os movimentos. Excepto uma coisa: Daniel não quer ter nada a ver com Luce e faz o possível para tornar isso muito claro. Mas ela não consegue desistir. Atraída para ele como uma borboleta para uma chama, Luce tem de descobrir o que Daniel, desesperado, tenta manter em segredo… mesmo que a mate. Perigoso, excitante e sombriamente romântico, Anjo Caído é uma apaixonante e perfeita história de amor.


A MINHA OPINIÃO:


Anjo Caído caiu-me do céu no Halloween! Não foi um feitiço nem nada que se pareça, se bem que, se isso acontecesse, as minhas poupanças agradeciam...:p Era um livro que queria muito ler e, assim que saiu, a capa e a sinopse atraíram-me como um íman. Criei imensas expectativas que infelizmente, foram parcialmente defraudadas. Parcialmente, porque no geral, gostei da narrativa. O prólogo é excelente! Excitante, misterioso e que me deixou a "salivar" por mais! A seguir, a história muda de cenário e conhecemos Luce, uma rapariga, aparentemente problemática, que ingressa pela primeira vez no reformatório Sword & Cross. Este é muito estranho! O seu espaço pertencia, outrora, a uma igreja e os castigos são passados no antigo cemitério. Mas, mais ainda peculiares são os seus alunos: Arriane, é uma boa louca que faz questão de tomar Luce como sua protegida; Cam é um rapaz lindíssimo que tenta seduzir Luce de todas as maneiras; Penn é a única " normal" e com quem, Luce estabelece uma relação de profunda amizade; e, claro, existe Daniel Grigori que fascina a nossa protagonista. Luce tem a sensação de que já o viu e a atracção que sente por ele, é magnetizante e inevitável! Daniel é que parece não se interessar por ela. Evita-a e repele-a... porém, também a acarinha e a consola. O fascínio de Luce por Daniel leva-a a uma pesquisa perigosa com a sua amiga Penn. Será que existe mesmo alguém que nos é destinado para todo sempre? E, porque é que Daniel a afugenta e ao mesmo, se preocupa e a conforta? Este é um livro que irá, sem dúvida, agradará a muitos principalmente, aos adolescentes. A história de um amor proibido e impossível sempre chamou atenção! Senti-me defraudada porque esperava mais. Depois de um início brilhante, a história esmorece um pouco e só mais para o final, é que a acção volta em força. Quando digo acção, refiro-me a revelações, a segredos e ao sobrenatural que tornam a história muito muito mais interessante. Fiquei desiludida porque quando estes elementos começaram aparecer, o livro terminou. Enfim, vou ter de esperar pela continuação para opinar devidamente sobre esta saga. Ainda assim, gostei do livro! Uma boa prenda para o Natal, que aí vem!:D


4/7- BOM

domingo, 31 de outubro de 2010

Happy Halloween e Abracadabra... 50 livros lidos!

( imagem daqui)
Feliz Dias das Bruxas a todos!!! Muitas asneiras ( com juízo!) e muitos doces e travessuras!:P
Para comemorar o dia de Halloween vou fazer uma leitura em sua "honra". Vou ler Anjo Caído de Lauren Kate. É um livro que há muito anseio ler! Irá também contribuir para a minha lista de Devaneios lidos este ano que já são mais de 50!!!:0
Desafio superado!!! YUPI! Será que consigo chegar aos 60?! Não há certezas... Só uma! Tenho 3 livros em mãos e estou a gostar imenso de os ler! São todos diferentes: Royal Flash está a ser hilariante, A Fúria dos Reis fabuloso e Anjo Caído misterioso! E viva à leitura! :D
Bjokas "halloweenescas"!
Jojo

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dentro da Baleia de Jennie Rooney

Stevie, que ficou viúva recentemente, sabe que tem de contar a verdade à família, mas o passado é complicado e difícil de desenredar. Michael deixou o seu diário esquecido numa caixa de sapatos, à espera da sua partida iminente para o hospital. Nunca teve jeito para pôr os acontecimentos em palavras, sente-se mais à vontade com os estalidos do código Morse. Contudo Anna, uma jovem auxiliar de acção médica, tem a paciência e a ternura para o convencer a contar a sua história. E assim começa. Comovente e de leitura compulsiva, esta é a história inesquecível de Stevie e Michael, amantes vulgares, separados pelos acontecimentos invulgares da guerra.


A MINHA OPINIÃO:


Há livros que nos marcam para sempre e Dentro da Baleia foi, para mim, um deles!É pequenino, tem cerca de 200 páginas mas, são páginas gloriosas em sentimentos. É fenomenal como Jennie Rooney consegue transformar uma história simples em algo poderoso e muito tocante. Stevie e Michael são um casal jovem e apaixonado que é separado pela Guerra. É este cerne do livro. Contudo, a autora dá uma nova roupagem a esta vivência. É Michael e Stevie que recordam o seu amor, a sua vida: o antes e o agora. Michael está numa enfermaria de oncologia e Stevie está viúva e há muito perdeu a juventude de outrora. Os dois estabeleceram uma relação intimista comigo porque as suas palavras e suas lembranças eram-me dirigidas... É extraordinário como a Guerra altera por completo os planos e as vidas daqueles que são engolidos por ela. Jennie Rooney é uma autora que irei seguir atentamente... Emotivo e comovente, eis um livro que apesar do seu tamanho reduzido, é grande em qualidade!


6/7- EXCELENTE


PS: Obrigada Segredo dos Livros!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mentiras Cruéis de Nora Roberts

Eve Benedict é a última das grandes deusas do cinema, uma sex symbol de voz sensual premiada com dois Óscares, quatro maridos e uma legião de amantes. Não há segredo ou escândalo que desconheça. Agora, Eve decidiu escrever as suas memórias - revelando tudo e expondo todos. Julia Summers é a biógrafa que Eve escolheu pessoalmente para relatar a sua história. Julia detesta o glamour de Beverly Hills, mas adora o seu trabalho - e o lar que construiu com o seu filho de dez anos que cria sozinha. Como poderia recusar esta oportunidade única? Mas o enteado de Eve, Paul Winthrop, desafiará a determinação de Eve em contar a sua história e a de Julia em preservar o seu coração. E à medida que Julia se apercebe até onde os inimigos de Eve estão dispostos a ir para que as suas memórias não sejam publicadas, também descobre que a deusa do cinema esconde um segredo terrível. Tão terrível que, mais do que mudar a vida de Julia, também lhe pode colocar um ponto final.


A MINHA OPINIÃO:


Mentiras Cruéis é o meu feliz retorno aos livros da Nora ! Após algumas desilusões, Nora Roberts conseguiu, finalmente, prender-me até ao fim e o melhor de tudo foi que só descobri o vilão no final, finalzinho, ou seja, não houve previsibilidade, pelo menos, nessa parte da história. Claro que existe o inevitável romance dos livros "norianos" mas, este é mais apelativo do que os dos últimos livros que li dela. Julia é uma escritora biográfica que é contratada por Eve Benedict, uma celebridade e estrela de cinema, para relatar as suas memórias. Contudo, a longevidade da carreira de Eve e os seus múltiplos maridos, amantes, amigos, inimigos e segredos podem significar devastação e perigosidade. São segredos que podem destruir carreiras de outras estrelas e, que põe a nu muitas fragilidades e obscenidades que os visados dariam tudo para impedir que essas fossem reveladas. Mas Eve não tem nada a perder... Está num dos muitos auges da sua vida e é inatingível!Não obstante, Eve seria capaz de tudo para proteger aqueles que ama e, é esse o seu ponto fraco. Julia, nem imagina no que se vai meter quando se muda para Los Angeles para contar a vida desta mulher. Aí encontra em Paul, o enteado da actriz, um oponente à publicação da tão afamada biografia. Paul também mexerá com o coração da jovem biógrafa. É um livro feliz da autora que consegue interligar a vida de todas as personagens em torno da enigmática Eve. Cada um, à sua maneira, já partilhou a vida com esta mulher. Apesar ser um dos livros que mais gostei da escritora, achei que ela podia encurtar algumas cenas tornando o livro ainda mais viciante. Ainda assim, é com agrado que constato que ela ainda é capaz de me surpreender!


5/7- MUITO BOM


PS: Obrigada Segredo dos Livros!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Graceling- O Dom de Katsa de Kristin Cashore

No universo dos Sete Reinos. Katsa é uma Graceling, um ser raro com um dom extraordinário: desde os oito anos que é capaz de matar sem recurso a qualquer arma. O rei de Middluns, tio de Katsa, força a sobrinha órfã a usar o dom ao seu serviço, encarregando-a de matar todos os que lhe criem obstáculos. Quando conhece um estranho príncipe cujo misterioso dom poderá estar à altura do dela, enfrenta pela primeira vez a perigosa sedução dos corrompidos pelo poder, mas aprende também a ter a coragem de confiar nos outros – e em si própria. A oportunidade de empregar o seu talento ao serviço do Bem surge quando Katsa descobre que os Sete Reinos se encontram sob a ameaça de uma força sombria, que só um acto de heroísmo poderá vencer. Com uma escrita elegante e envolvente, e um elenco de personagens inesquecíveis, Kristin Cashore cria um universo enfeitiçante, uma aventura que desafia a própria morte, e uma belíssima história de amor. Quem entra nos Sete Reinos já não consegue sair…


A MINHA OPINIÃO:


Graceling- O Dom de Katsa é um livro enfeitiçante! Katsa, a protagonista, é uma personagem de força, determinada e que põe a um cantinho algumas pseudo-heroínas do fantástico! Po é igualmente electrizante! Os dois compõe um casal pouco convencional. Ambos são Graceling ou seja, cada um tem Dom que é cobiçado por muitos. Katsa tem o Dom de matar e, desde muito nova é usada por seu tio, Randa, rei de Middluns, para aterrorizar os seus súbditos. Porém, ela encontrou um adversário à altura, Po. Ele é misterioso, sagaz e muito cativante e vai revolucionar o seu mundo. Uma bela história de amor começa mas, desengane-se quem espera previsibilidade ou banalidade. Não existe nada de vulgar entre Katsa e Po! Os seus Dons serão desafiados até à exaustão quando um Dom maléfico se ergue nos Sete Reinos. Kristin Cashore cria uma nova fantasia muito muito viciante! A acção é constante e os momentos mais serenos, digamos assim, são aproveitados pela autora para apresentar um novo lado das personagens, aprofundando a relação destes com o leitor. As dúvidas que os assolam tornam-nos mais absorventes e, em conjunto com a escrita fácil e apaixonante transformam este livro numa leitura harmoniosa que fascinará todos os amantes do Fantástico!


5/7- MUITO BOM


PS: Obrigada Segredo dos Livros!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Anástasis de Maria Araújo Lima

Susan Fletcher está internada num hospício, na cidade de Londres, há já dois anos e sem progressos a registar. Com o passar do tempo, os seus familiares e amigos vêem-se envolvidos numa série de crimes e ondas de suspeição. Frank Douglas, detective inglês e investigador de serial killers, é chamado a intervir e a investigar os sucessivos casos de homicídio. Enquanto Dr. Evans, médico no hospital, pertence a uma seita secreta, que vai alterar o rumo da história. Gary Molony, padre irlandês e amigo de Susan Fletcher, guarda o segredo que pode estar na origem de todos os mistérios. Uma história policial, desenrolada em Inglaterra, onde o suspense é a palavra de ordem e a verdadeira resposta só será conhecida no final. Cada virar de página e passar de capítulo desvenda mais um segredo. Anástasis é a prova real de que nós só acreditamos naquilo que vemos.


A MINHA OPINIÃO:


Anástasis é um livro trepidante cheio de mistério e acção! O passado das personagens segue-as até ao presente numa atmosfera de suspense que impele o leitor a continuar a leitura! A autora apresenta várias personagens de uma assentada: Susan, Frank Douglas, o padre Molony, Evans, Anne Rimes e o seu marido John. Estas são aparentemente distintas e não têm grandes relações porém,contribuem para um thriller emocionante! Susan está internada num hospício e Frank Douglas é um reputado perito em serial killers. Em comum, uma seita, Anástasis que procura no seu fanatismo libertar o mundo dos seus pecados e demónios. As histórias do padre Molony, Evans, Anne Rimmes e John acabam por girar também em torno desta seita mas, " a verdade é uma mentira"! Não confiar em ninguém e em nada é o mote! O último parágrafo do livro é surpreendente, no mínimo!!! É leitura fluida contudo, achei que, às vezes, a escritora prolongava-se um pouco demais. Existem algumas cenas importantes para o desenvolvimento da história que são violentas e até macabras que podem ferir susceptibilidades! Ainda assim, é um bom livro para quem gosta de ler este género!


4/7- BOM


PS: Obrigada Segredo dos Livros!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O Feitiço da Lua de Sarah Addison Allen

No seu mais recente romance mágico, Sarah Addison Allen convida-nos a visitar uma pitoresca cidade do Sul dos Estados Unidos onde duas mulheres bem diferentes descobrem como encontrar o seu lugar no mundo, por mais deslocadas que se sintam. Emily Benedict vai para Mullaby, na Carolina do Norte, na esperança de resolver pelo menos alguns dos mistérios que rodeiam a vida da mãe. Porém, assim que Emily entra na casa onde a mãe cresceu e trava conhecimento com o avô, cuja existência sempre desconhecera, descobre que os mistérios não se resolvem em Mullaby, são um modo de vida: o papel de parede muda de padrão para se adequar ao estado de espírito do ocupante do quarto, luzes inexplicáveis dançam pelo quintal à meia-noite, e uma vizinha, Julia Winterson, cozinha esperança sob a forma de bolos, desejando não apenas satisfazer a gulodice da cidade mas também reacender o amor que receia ter perdido para sempre. Mas porque desencorajam todos a relação de Emily com o atraente e misterioso filho da família mais importante de Mullaby? Ela veio para a cidade a fim de obter respostas, mas tudo o que encontra são mas perguntas. Um bolo de colibri poderá trazer de volta um amor perdido? Haverá mesmo um fantasma a dançar no quintal de Emily? As respostas não são nunca o que esperamos, mas nesta pequena cidade de adoráveis desadaptados, o inesperado faz parte do dia-a-dia.



A MINHA OPINIÃO:


O Feitiço da Lua é mais uma história de encantar de Sarah Addison Allen! Tem personagens comuns mas com uma subtil centelha de magia e fantasia que cativam o leitor até ao fim. Emily é uma adolescente que ficou órfã e cujo único familiar vivo é o avô Vance. O avô vive em Mullaby, cidade bizarra que guarda muitos segredos. Na casa de Vance, um amável gigante: papéis de parede mudam de cor consoante o estado de espírito e luzes dançam no quintal. Emily empatiza logo com Julia. Julia Winterson tem um dom: fazer bolos deliciosos e extraordinários. E atrás dos fabulosos doces e de Julia está Sawyer.Ele procura remediar os estragos feitos pelos erros do passado. Emily cruza-se com Win, um rapaz misterioso oriundo de uma família tradicional que se recusa a sair à noite. Porém, nem todos recebem a adolescente acaloradamente. A mãe de Emily fez algo terrível que mudou completamente a pequena cidade. Este é um livro para devorar... se eu disser que o li numa tarde, acreditam? É uma história de esperança, de amizade, de amor e redenção. Simples mas muito absorvente!Podia ser um pouco mais imprevisível, depressa adivinhei o segredo de alguns personagens contudo, ler um livro de Sarah Addison Allen é sempre um deleite!


4.5/5- BOM

sábado, 9 de outubro de 2010

A Cama da Paixão de Laura Lee Guhrke

Londres, 1833. Quando numa noite Lady Viola conheceu o galante visconde John Hammond foi amor à primeira vista. Vendo-se repentinamente envolvida numa relação série, só se apercebeu da chocante verdade após o casamento: o seu amado John nunca tinha gostado dela verdadeiramente, casando com ela apenas pela sua fortuna... e o pior, é que ele não via nada de errado nisso. Desolada, Viola jurou nunca mais permitir que o canalha que a tinha enganado se voltasse a deitar com ela. John, na verdade, nunca teve a intenção de ferir a bela e determinada mulher que se tornou numa estranha para ele. Agora, depois de anos de um casamento faz de conta, ele precisa de um herdeiro, e vê-se confrontado com um intrigante e atraente desafio: ter de seduzir a sua própria mulher. Ele tem de convencer Viola a regressar ao seu leito matrimonial, mas desta vez pode ser ele o único a perder o coração.


A MINHA OPINIÃO:


A Cama da Paixão é um livro leve que se lê em pouco tempo. É daquelas obras de que não se pode esperar muito. O seu objectivo é entreter a leitora e proporcionar-lhe bons momentos de leitura. E consegue-o! John Hammond, é um visconde galante e bon vivant. Com o seu sentido de humor apurado e o seu descaramento, ele seduz o mulherio com uma facilidade tremenda. Lança também o seu encanto aqueles que lêem este livro. No entanto, uma tragédia acontece e deixa-o sem herdeiro plausível e fiável à sua fortuna. Hammond vê-se obrigado a retomar a sua relação matrimonial com Viola, sua esposa, com quem não partilha o leito há anos. Ela era doce, ingénua e apaixonada quando se casaram mas, agora, após John a ter magoado recusa-se terminantemente a ceder ao marido. O visconde vai ter de recorrer a todas as suas artimanhas de conquistador. Porém, desta vez quem se arrisca a perder o coração, é ele. Viola é uma personagem determinada, independente e não está nada interessada em ceder aos caprichos de John. O amor que sentia por ele, desapareceu. Pelo menos, ela assim o afirma. Será que sim? Laura Lee Guhrke tem uma escrita fluida e divertida com um toque de erotismo. Um livro perfeito para intercalar com leituras mais densas e, para quem gosta de um bom romance sem grandes expectativas.


4/7- BOM


PS: Obrigada Segredo dos Livros!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O Rapaz de Olhos Azuis de Joanne Harris

Ele conhece-a há uma eternidade e, contudo, ela nunca o viu. É como se fosse invisível para a mulher que ama. Mas ele vê-a a ela: o cabelo; a boca; o rosto pequeno e pálido; o casaco vermelho-vivo na neblina matinal, como algo saído de um conto de fadas. Até agora, ele nunca se apaixonou. Assusta-o um pouco: a intensidade dessa emoção, a maneira como o rosto dela se intromete nos seus pensamentos, a maneira como os seus dedos traçam o nome dela, a maneira como tudo, de algum modo, conspira para que ela nunca lhe saia da cabeça… Ela não sabe de nada, claro. Tem um ar muito inocente, com o seu casaco vermelho e o seu cesto. Mas por vezes os maus não se vestem de preto e por vezes uma menina perdida na floresta é bem capaz de fazer frente ao lobo mau…


A MINHA OPINIÃO:


O Rapaz de Olhos de Azuis é um livro, no mínimo, intrigante! Os outros títulos de Joanne Harris que li, Chocolate e Sapatos de Rebuçado, foram leituras cheias de sabor, este é uma obra povoada pela cor. É típico desta autora apelar aos sentidos dos leitores. Depois, o modo como a história contada é totalmente inovador: através de um Webjournal, onde o protagonista coloca a sua verdade ou quem sabe, a sua ficção. B.B, ou blueeyedboy é uma personagem fascinante e complexa que inspira compaixão e, ao mesmo tempo, repulsa. Na internet podemos ser o que não somos. Online, ele conta os seus homicídios perfeitos. É confiante e dono do seu destino. Será realidade? Será ficcção? Será ele o assassino? Albertine, também foge à realidade e refugia-se na rede. Os dois cruzam-se e partilham um passado comum. Contudo, neste thriller tudo é inesperado e nada é certo, ao não ser o azul. O Azul, a cor que o personagem principal adula e a tonalidade suprema do livro. Às vezes, o Azul é tanto que chega a ser irritante. Todavia, é uma narrativa estimulante e o final dá uma reviravolta apoteótica! Daquelas que deixa o leitor boquiaberto! Adorei conhecer este novo registo de Joanne Harris! Mais negro ( ou mais azul!), manipulador e calculista mas, sempre muito misterioso.


5/7- MUITO BOM

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Novas e preciosas aquisições!...

Já há algum tempo que não colocava aqui as minhas últimas aquisições. Estes três livrinhos foram os últimos a chegar a casa. Sendo que O Rapaz de Olhos Azuis foi, amavelmente, autografado pela autora que gracejou com o facto de partilharmos o mesmo nome! Já vou sensivelmente a meio da sua leitura e está a surpreender bastante. Os outros vieram porque me perdi na secção de um supermercado que, pelos vistos, tem excelentes preços!:P Sim, porque agora estou a viver na cidade das setes colinas! E, apesar das saudades estou a gostar imenso!
Bjokas*
Jojo

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A Cidade de Vidro de Cassandra Clare



Neste livro, Clary tem de ir até à Cidade de Vidro, lar ancestral dos Caçadores de Sombras, para tentar salvar a mãe. Mesmo ciente de que não pode entrar sem autorização, e que infringir a lei pode significar a morte, Clary não hesita. Para piorar as coisas, Clary descobre que Jace não a quer lá e que Simon foi preso pelos Caçadores que, de resto, continuam bastante desconfiados do facto de um vampiro poder suportar a luz do dia.
Mas nem tudo é mau. À medida que descobre novidades acerca do passado da sua família, Clary encontra um aliado (Sebastian) no misterioso mundo das sombras. Conseguirão eles destruir os seus inimigos de sempre? Até onde está Jace disposto a arriscar? E Valentine, suportará abrir mão de todas as suas conquistas anteriores?

A MINHA OPINIÃO:

A Cidade de Vidro é o final ( ou não...) muito aguardado da trilogia Caçadores das Sombras! À semelhança dos anteriores, é um livro intenso e a velocidade da acção é alucinante! Uma montanha-russa de emoções, de revelações, de mistérios e de batalhas! Alicante, a Cidade de Vidro, é o cenário escolhido para guerra final. A belíssima cidade é a terra natal dos Caçadores das Sombras e, é para lá que Clary, a protagonista, parte em busca da cura do estranho estado comatoso da mãe, Jocelyn. A família Lightwood incluindo Jace, o seu membro adoptivo, também viaja para a magnífica cidade para a reunião da Clave. Os Caçadores das Sombras procuram fazer frente aos planos maléficos de Valentine. Porém, Valentine também tem os seus próprios trunfos. Afinal, ele é o pai de Clary e de Jace. Conhece os seus segredos e o poder do seu sangue. Mas será que ele os conhece realmente? Será a sua ambição tão grande que diminua a sua visão? Clary e Jace estão amadurecer e após, uma visita à casa onde ele passou a sua infância, descobrem um segredo que poderá destruí-los para sempre ou dar-lhes alguma esperança para o que aí vem. Jace e Clary são os irmãos que se amam e que lutam ferozmente contra esse sentimento incestuoso. Contudo, todos os seus esforços parecem ser em vão. Quanto mais se afastam, mais o destino os une! Novas personagens são introduzidas: a simpática Amatis, Aline e o contraditório Sebastian Verlac. Luke, Simon, Alec, Magnus Bane, Isabelle também estão de volta! Será a Aliança entre os vampiros, lobisomens, fadas,feiticeiros e os Caçadores das Sombras suficiente para derrotar o exército de Demónios de Valentine? Que sangue contêm Clary e Jace? O Sangue do Anjo ou o do Demónio? Mais um livro vibrante que não deixa o leitor indiferente! Mais uma vez, admiro a vasta imaginação de Cassandra Clare e a sua capacidade de conjugar vários mundos e torná-los simples e numa leitura apetecível sem cair na banalidade!

5/7- MUITO BOM

domingo, 19 de setembro de 2010

O Doente Inglês de Michael Ondaatje


Nos derradeiros meses da Segunda Guerra Mundial, reúnem-se numa villa italiana quatro pessoas: uma jovem enfermeira alquebrada que concentra todas suas energias no seu último doente moribundo, em quem adivinhou um mistério " que ele queria aprender, de queria embeber-se, onde queria refugiar-se"...o doente:um inglês desconhecido, sobrevivente de um desastre de avião, cujo espírito navega à deriva numa vida inteira de segredos e paixões... um ladrão "cujos talentos" transformaram num herói de guerra, e numa das sua vítimas... um soldado indiano do exército britânico, perito na neutralização de bombas, a qum três anos de guerra ensinaram que a " única coisa segura é ele próprio"


A MINHA OPINIÃO:


Este livro esteve muito tempo na minha mesa de cabeceira. Tive alguns problemas na sua leitura, o que adiou em muito a publicação da sua crítica. Existem livros que são feitos para serem devorados e outros, para serem saboreados. O Doente Inglês pertence ao último grupo. Demorei mais do que o costume a lê-lo porque é um livro denso e trágico. Porém, trágico não é sinónimo de má qualidade. Pelo contrário, a tristeza pode ser bela, muito bela. Na villa de San Girolamo, vivem quatro pessoas. Quatro vidas que foram trepassadas pela guerra. Hana, Kip, Caravaggio e o misterioso doente inglês partilham a casa que tal como eles, sofreu com o impacto das bombas. Hana é uma enfermeira que cuida de um "possível inglês", cujo corpo foi quase totalmente devorado pelo fogo. A sua devoção a este paciente é muito maior do que a habitual relação enfermeira-doente. Ela idolatra-o. Admira-o pela sua imensa cultura que, ele insiste em partilhar com os restantes moradores da villa. Hana cuida das suas feridas, bebe um pouco do seu saber e lê-lhe livros da biblioteca da casa que apodrece devido à intempérie. O inglês, que mais tarde, descobri se chamar Almásy, vê em Hana, uma ouvinte e a sua ligação ao exterior já que, ele é incapaz de se movimentar. Para Almásy o que resta da sua vida, é a memória de um grande e proibido amor, Katherine e o deserto catografado pelo grego Heródoto. Caravaggio é uma espécie de tio para a Hana. Mutilado pela guerra, física e psicologicamente, ele busca redenção e o que sobra da sua humanidade. Kip, perito em minas, desenvolve uma relação sensual e erótica com Hana. Para ambos, esta pode significar segurança e realidade no meio da irrealidade brutal da guerra. Com histórias dentro da história, este é um livro de amor, sensualidade, sofrimento, guerra, fome e transformação. Sinplesmente magnífico! Para mim, a sua leitura não foi fácil. Mas, ainda bem que a persistência venceu, senão tinha perdido uma grande obra-prima. Se as primeiras páginas foram complicadas, as seguintes tornaram-se indispensáveis! Dos melhores livros que já li! E mais um para valorizar a minha resolução de não abandonar um livro a meio! Nunca se sabe o que está para vir!


7/7-OBRA-PRIMA


O FILME:


The English Patient, é um filme galadoardo com nove Óscares da Academia incluindo, o de Melhor Filme. Realizado pelo genial Anthony Minghella e com interpretações poderosas de Ralph Fiennes, Juliette Binoche, Willem Dafoe e do restante elenco, é um filme sublime. Um clássico que todos deveriam ver!



video

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Mais Perto do Céu de Catherine Anderson



Catherine Anderson, autora de vários livros bestsellers do New York Times “nunca nos deixa de tocar no coração”, escreveu Ann Krentz. Em Mais Perto do Céu, oferece-nos uma história de duas pessoas que descobrem o poder que o amor tem de nos curar.
Carly Adams sente que lhe deram uma nova oportunidade na vida. Nascida com uma doença rara dos olhos, manteve-se cega até uma operação recente lhe ter possibilitado a recuperação da visão. Agora está ansiosa por experimentar tudo o que o mundo tem para oferecer – incluindo as palavras doces de um vaqueiro muito bonito que desperta o seu desejo…
Hank Coulter não tem quaisquer planos para assentar, até que descobre que Carly Adams está grávida do seu filho – uma gravidez que lhe ameaça a visão.

A MINHA OPINIÃO:

Mais perto do céu é um livro que, não sendo uma obra-prima, é uma leitura muito agradável. É o segundo livro de Catherine Anderson que leio este Verão. A explicação é simples: é perfeito para desanuviar! Sem grandes floreados, Mais perto do Céu é mais uma bela história de amor da autora. E mais uma vez, é uma história de redenção e de coragem! A coragem para ultrapassar uma deficiência física que acarreta outros problemas: sociais e psicológicos. Carly, a protagonista, é uma jovem de vinte seis anos que, após uma cirurgia, está a ver o mundo pela primeira vez. Ela sofre de uma doença rara, distrofia lattice. A operação cirúrgica poderá desenvolver-lhe a visão por alguns dias, meses ou anos. Nada é certo! A nova liberdade de Carly leva-a a um bar. Nesse estabelecimento, ela encontra um dos irmãos Coulter, Hank. Consciente do seu efeito sobre as mulheres, ele pavoneia-se pelos bares da zona, seduzindo quem bem entende. E sob o efeito do álcool, ambos tem uma noite de sexo desprotegido! O pior é no dia seguinte: Hank não se lembra do nome da mulher com quem esteve e Carly não quer nada que venha daquele homem. Eventualmente, Hank descobre que Carly está grávida e, que pode perder a recém nova visão por sua causa. Os valores morais da família Coulter começam a pesar na consciência de Hank e, este resolve assumir a sua responsabilidade.Contudo, os seus planos enfrentam a personalidade férrea de Carly. Mas, o amor vai bater-lhes à porta! Inesperado e sorrateiro, ele vai transformar a vida de ambos. Um livro com muito sentimento e humano como só Catherine Anderson sabe fazer... O facto de ter lido dois livros seguidos dela, também fez com que reparasse nalguns erros. Há duas passagens que me intrigaram no mínimo. Há uma referência a Bethany Coulter do Amor à Primeira Vista. Até aí tudo bem, excepto que diz que ela tem olhos castanhos. Se bem me lembro, a Bethany tinha olhos azuis. Outro lapso foi o facto de considerarem a Helen como cunhada do Rafe Kendrick. No outro livro, ela era a sogra. Não sei se estas gafes foram da autora, da editora ou da tradução mas, fica o reparo.

4/5- MUITO BOM

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Hugo Girão, autor português- Divulgação




Hugo Girão nasceu em Lisboa no dia 1o de Novembro de 1975.É filho de Fernando Girão (um músico, compositor e produtor) e neto de Fernando Freitas (guitarrista de Amália Rodrigues) e Maria Girão (intérprete de Fado).
Hugo Girão escreve prosa poética desde os seus doze anos, mas também já compôs músicas para o projecto Pirilampo Mágico 2000 (a convite de seu pai), fez teatro como actor amador e encenador e também foi cicerone de músicos que conheceu no Festival Internacional de Jazz de Loulé.
Apesar de todos esses projectos, nunca deixou de escrever e iniciou a sua carreira literária há pouco mais de 5 anos.
Em 2007, editou através da Fronteira do Caos em conjunto com Isabel Fontes, O Silêncio das Almas. E em 2009, O Silêncio dos Teus Olhos.

O Silêncio das Almas:
“ O Silêncio das Almas” fala desses dias em que o mundo cái sobre as nossas costas sem que o possamos mais suster; esse mundo onde o silêncio e o amanhã são almas gémeas que acabam por sacrificar tudo o que ficou para trás, tudo o que foi bom, tudo o que deixou de ser, hoje, aqui e agora.

“O Silêncio das Almas” é uma história contada a duas vozes, uma história sobre os desencontros que caminham na mesma direcção à procura da mesma coisa, de maneira diferente... em silêncio.


O Silêncio dos Teus Olhos

O Silêncio dos Teus Olhos é uma homenagem às mulheres e um hino à vida. Um livro intimista e de grande intensidade, em que o autor explora com elegância e mestria, sentimentos e sensações que nos encantam, comovem e fazem pensar.

Eis um autor que quero ler em breve! Esperem por uma opinião!

domingo, 12 de setembro de 2010

Literatura Lusófona...

(imagem daqui)

A minha relação com a literatura começou na infância. Uma das minhas memórias mais antigas é estar sentada no sofá a ler um livro dos irmãos Grimm. A literatura lusófona chegou depois. Quem não se lembra do Clube das Chaves? Os livros de Maria Teresa Maia Gonzalez e Maria do Rosário Pedreira foram a primeira série que acompanhei. Embora não tenha lido os livros todos, conheço a história minimamente. Gostei da aventura e do mistério! Na mesma altura, descobri a colecção Uma Aventura de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Histórias perfeitas para despertar para o mundo literário! E com as mesmas autoras, segui o João, a Ana e o cientista da Aivet, Orlando até a outros séculos, nas Viagens no Tempo.
A minha paixão pelo mistério cresceu e, ao longo, da minha adolescência li muitas vezes, um triângulo. O Triângulo Jota, pois claro! Ainda tenho a colecção quase toda!:p
Do Brasil veio Jorge Amado, que me ensinou a História de um Gato Malhado e de uma Andorinha Sinhá.
Depois chegaram Fernando Pessoa, Florbela Spanca, Eugénio de Andrade, Vinicius de Moraes e Luís de Camões. As palavras nunca tinham sido tão belas! A brincar com estas palavras, estava Almeida Garret e Falar a verdade a mentir nunca foi tão sincero! Mais tarde, o Frei que não era frei capturou-me para o século XVI e a pobre e ingénua Maria, no seu acto final, tocou o meu coração. O coração que adorou o corajoso Viriato de João Aguiar em A Voz dos Deuses. Camilo Castelo-Branco e o seu Amor de Perdição apareceram depois. Pois, nunca houve amor igual ao de Simão e Teresa! Nem nunca um foi tão trágico como o de Mariana por Simão! Até surgir Carlos da Maia e Maria Eduarda! Ah, magnífico Eça! Quem puderá esquecer o infame João da Ega e o molengão Eusebiozinho?! Eça de Queirós "cedeu" o seu lugar a José Saramago. As intermitências da Morte foram memoráveis! Inesquecíveis também foram os Sete-Sóis e as Sete-Luas do Memorial do Convento! Nada mau para um autor que eu julgava que ia ser enfadonho e uma verdadeira penitência! Pelo contrário, foram leituras fantásticas! Acredito piamente que há livros lusófonos de grande qualidade, que podem competir com livros com outras origens. Ainda este ano, encontrei autores fenomenais como David Soares, Carla Ribeiro, Gabriel Magalhães, Ana Cristina e Silva, Rosa Lobato Faria, entre outros. Existem outros para descobrir ainda: Hugo Girão, Samuel Pimenta, Pepetela, Fábio Ventura e Sandra Carvalho, por exemplo. E tenciono fazê-lo em breve! Por isso, meus queridos amigos preparem-se!:D

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O Vampiro Lestat ( Volume II) de Anne Rice

Na sequela de Entrevista com o Vampiro, Lestat é um excêntrico e sedutor vampiro que, ao longo de várias eras, procura as suas origens e quer desvendar o segredo da sua obscura imortalidade. Essa vertiginosa viagem leva-o da Inglaterra dos druidas aos lupanares de Paris do século XVIII e à Nova Orleães finissecular. Avesso ao código de honra dos vampiros, que lhes impõe o silêncio sobre a sua condição, Lestat revela-se na esperança de que os imortais se unam para descobrirem o mistério da sua existência. E é então que Lestat, o caçador, se transforma numa presa.


A MINHA OPINIÃO:


O Vampiro Lestat II é mais um livro fantástico de Anne Rice! Depois de ter sido mordida por este famoso vampiro no primeiro volume, não resisti e devorei o segundo volume em pouco mais de dois dias. Se na primeira parte, Lestast lidava com a natureza vampírica, nesta parte, o imortal procura a origem da espécie vampírica. Viaja pelos continentes: europeu, africano e asiático entrando em contacto com mitologias tão antigas como a egípcia, a grega e a celta. A jornada de Lestat dá a conhecer a evolução dos vampiros, ao longo do tempo, e como estes são influenciados pelas sociedades em que vivem. A imortalidade será uma benção ou uma maldição? Este livro, à semelhança do anterior, revela um Lestast muito diferente daquele que é retratado na Entrevista com o Vampiro. É um imortal que se preocupa-se com a espécie humana! Louis também foi uma grande surpresa! Estava familiarizada com aquele Louis, retratado por Brad Pitt no grande ecrã e este personagem é bem distinto! O conflito entre o que é bom e o que é mau acompanha o nosso protagonista e, o leitor é transportado mais uma vez para o mundo complexo e delicioso de Anne Rice. Gostei mais deste volume do que outro! A acção é mais intensa e a viagem que Lestast empreende é deveras apaixonante! Adoro estes vampiros! Têm substância! Não são conchas vazias que se escondem por detrás da sua beleza e perfeição física. Simplesmente geniais!


6/7-EXCELENTE


PS: Obrigado Segredo dos Livros!


Ah, e agora que recomecei a ler vampiros, alguém tem uma sugestão? Estou inclinada para ler Charlainne Harris mas, os de L.J Smith também me piscam o olho sempre que vou à livraria!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A Papisa Joana de Donna Woolfolk Cross



A autora reuniu, numa perfeita combinação, aspectos lendários com factos históricos do qual resultou um romance sobre Joana de Ingelheim. Filha de um missionário inglês e de uma mãe saxónica, Joana, nascida a 814, sente-se frustrada pelas limitações impostas à sua vida pelo simples facto de ter nascido com o sexo errado. O seu irmão Mateus começou a ensiná-la a ler e escrever quando Joana contava apenas seis anos. Com a sua morte, Joana recorre a toda a sua astúcia e capacidade de ludibriar de modo a continuar a dar largas à sua paixão pelo saber. Mais tarde, Joana foge de casa para seguir os passos do seu irmão João, a caminho da escola religiosa na Catedral de Dorstadt, onde ela se torna a única presença e estudante feminina tolerada. É quando surge Geraldo, e a vida de Joana muda ao aperceber-se de que o ama. No entanto, o seu amor é-lhe interditado pelas maquiavélicas manobras de Ritschild. Usando as roupas e identidade do irmão, depois deste ter sido chacinado durante um ataque normando, Joana foge e entra para o mosteiro de Fulda, onde ela se passa a denominar, depois de feitos os votos primordiais, João Anglicus. Trilhando o caminho de monge a padre num instante, enquanto apurava o seu conhecimento e técnicas de cura, Joana começa a traçar a sua rota direita a Roma, onde os seus dons lhe abrem caminho para se tornar confidente e físico curador dos dois papas. É nos meandros de várias intrigas políticas no meio eclesiástico que Joana, ela própria, ascende ao posto de pontífice máximo da Igreja Católica. A Papisa Joana resulta numa fabulosa e vívida recriação do período por nós conhecido como a "Idade das Trevas".


A MINHA OPINIÃO:

A Papisa Joana é uma obra fenomenal!!! É difícil expressar por meras palavras, o quanto adorei este livro e o quanto rejubilei e sofri com a protagonista. Este é um daqueles livros extraordinários que é capaz de me levar as lágrimas! Raramente, choro numa leitura! Rir, sim. Mas, poucos são os livros que me emocionaram ao ponto de parecer uma carpideira! A culpa é de Joana! Desde o seu nascimento até à morte, ela cativou-me pela sua força e pelo seu desejo de triunfar num mundo dominado pela superstição e pelo fanatismo religioso. Joana queria aprender, ler e escrever porém, a sua sede de sabedoria na Idade Média era vista como uma maldição. A ideia de que, quanto mais as mulheres aprendiam, mais inférteis se tornavam era bastante disseminada e socialmente aceite. As mulheres eram um meio para a procriação e, eram consideradas símbolos do pecado original. O papel da mulher era em casa e estudar estava fora de questão. A mãe de Joana, Gudrun, uma saxónica pagã, foi convertida ao Cristianismo pelo marido, um cónego. O pai, cego pelos ensinamentos distorcidos e pela crença irracional sempre desprezou Joana. Para ele, ela era um castigo de Deus! Porém, a futura papisa não desiste de aprender e conta com o auxílio de Mateus, o seu irmão mais velho. O cónego, que visava ter um filho homem, instruído e missionário recebe, um dia, a visita de um grego, Asclépios. Este professor admira-se com a inteligência de Joana e, faz um acordo com pai dela. Daria lições semanais a ela e ao seu irmão mais novo, João. Relutante, o cónego conforma-se porque, ambiciona um lugar numa das melhores escolas, a da Catedral, para o seu filho. Todavia, João é rapidamente ofuscado pelo raciocínio arguto da irmã! Joana é a primeira rapariga a entrar na Escola da Catedral em Dorstadt! Aí conhece Geraldo, conde de Villaris, muito mais velho do que ela. Fascinado pela audacidade e tenacidade da rapariga, o conde enamora-se por ela. Um amor proibidíssimo! Ela também lhe entrega o seu coração pois, é um homem que respeita o seu espírito livre. Mas, a vida de Joana toma outro rumo. Mal-entendidos, coincidências e finalmente, o destino separam-na de Geraldo e de Dorstadt. Joana assume outra identidade, João Anglicus.E como homem, todas as suas extraordinárias qualidades são-lhe reconhecidas. No mosteiro de Fulda, o "noviço" é um estudante brilhante e aprende a dominar a arte da medicina. Arte, que "o" colocará ao serviço do próprio Papa, atormentado por uma doença aparentemente incurável. Em Roma, as lutas pelo poder do Trono de Pedro são constantes. Multiplicam-se as conspirações e as intrigas. A honestidade do suposto padre João granjea-lhe o lugar de confidente do papa. E é nesta cidade que Joana reencontra Geraldo, quinze anos depois. Um amor nunca esquecido que delineará o futuro de ambos! O livro é maravilhosamente escrito e muito absorvente! A Idade Média, o pensamento medieval e os seus rituais são muito bem descritos e, houve momentos na leitura em que me senti sufocada por tanta ignorância e fanatismo. Partilhei com Joana, o seu sonho, desejando com todo o meu coração, o seu sucesso. Claro que já esperava um final trágico mas, este foi demais para mim! Depois de uma jornada longa e cheia de sacríficio, não consegui reter as lágrimas! Um livro que mexeu muito com as minhas emoções que me deu a conhecer uma mulher inesquecível e controversa! Será que existiu? Donna Woolfolk Cross faz um excelente trabalho ao justificar o seu romance e o papado de Joana nas notas de autor. É também uma obra que marca... Quando acabei de ler a última página senti um profundo vazio e ao mesmo tempo, felicidade, por ter tido a oportunidade de ler um livro soberbo. Sublime e com uma valiosa lição! Se lutarmos com afinco pelo nosso sonho, podemos alcançá-lo!


7/7-OBRA-PRIMA





O FILME:



Die Päpstin, no original, é a adaptação do best-seller de Donna Woolfolk Cross ao cinema. É dirigido por Sönke Wortmann e conta Johanna Wokalek como Joana, David Wenham como Geraldo e John Goodman como Sérgio, o papa. O filme é relativamente fiel ao livro exceptuando, algumas cenas finais. Algumas alterações não me agradaram muito porque, na minha opinião, retiraram emoção a momentos cruciais do livro. Não obstante, é um bom filme com interpretações muito boas de Johanna Wokalek e de David Wenham.


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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

À Primeira Vista de Catherine Anderson

Poucos autores escrevem histórias tão comoventes e de inesgotável ternura como Catherine Anderson. As suas personagens partilham com o leitor a esperança de encontrar o amor perfeito de uma vida inteira. Todas as leitoras que acompanharam Rafe Kendrick e Maggie Stanley em Uma Luz na Escuridão podem agora revê-los numa nova e apaixonante aventura protagonizada por Ryan, irmão de Rafe a quem este terá de ajudar a ultrapassar um momento difícil. Um acidente sofrido há anos num rodeo deixou Bethany Coulter presa a uma cadeira de rodas. Desde então conheceu tanto as traições como os desgostos de amor, e por isso jurou nunca mais entregar o seu coração a um homem. Mas qualquer coisa em Ryan Kendrick a fez de súbito acreditar que talvez todos esses obstáculos pudessem ser ultrapassados. Ambos partilham a paixão pelos cavalos e têm um imenso sentido de humor. Mas a vida não é absolutamente perfeita.


A MINHA OPINIÃO:


À Primeira Vista é mais uma bonita história de Catherine Anderson! A autora presenteia-nos com um amor que nasce à primeira vista ( daí o título!) entre Ryan Kendrick e Bethany Coulter. E tudo seria perfeito, se ela não fosse paraplégica! É típico desta escritora apresentar um protagonista que fuja às " regras" do parzinho perfeito. E ainda bem que assim é! Esta limitação física e os problemas emocionais que dela advêm, tornam esta história de amor muito mais interessante. Pessoalmente, não acredito no amor à primeira vista. Quanto muito, há uma atracção:algo que sobressai e capta a atenção do outro. Por isso, foi com algum cepticismo que encarei este livro. Mesmo assim, Anderson conseguiu cativar-me através da sua escrita fluida e desinibida. Li-o em dois dias! Uma leitura capaz de arrancar gargalhadas e de deixar à lágrima no canto do olho! Eu incluo-me no grupo das gargalhadas!:P. Lembro-me perfeitamente de começar a rir em plena praia com uma cena entre Ryan, Keefe Kendrick e Jake Coulter, o irmão mais velho de Bethany e protagonista de outro livro: O Domador de Paixões. Como cowboys impulsivos que são, acabam numa esquadra após uns socos merecidos mas, naturalmente incompreendidos pelos esmurrados. Uma cena com um sentido de humor delicioso! O amor de Ryan e Bethany é belíssimo! Uma lição de vida! Os paraplégicos também amam e, apesar das suas limitações físicas, o seu coração não encolhe: sorri, sofre e apaixona-se! Ryan é um mulherengo inveterado, que ainda não encontrou alguém especial que alivie a solidão e o vazio da sua vida. No seu rancho, aqueles que lhe dão alguma alegria são: os seus pais, o seu irmão Rafe e sua família, um touro manso chamado de T-Bone e um cão, Tripper. Um dia, conhece os olhos azuis de amores-perfeitos de Bethany e fica seduzido. Não contava era com a cadeira de rodas. Mas, à medida que conhece esta mulher determinada e independente, começa a ver além da cadeira de rodas. Para ele, só existe Bethany. Ela é a tal! Ele vai mover montanhas e derrubar os muros erigidos por Bethany, após o acidente. Por outro lado, a protagonista lida com as suas próprias incapacidades e, com o receio de não satisfazer aquele homem, que deseja construir uma família. A autora é convincente ao relatar a vida complicada de Bethany e, apresenta mais uma vez, uma original e bonita história de amor. Achei o final um pouco apressado mas de resto, foi um livro que gostei bastante! Um livro perfeito para as românticas incuráveis!


5/7- MUITO BOM

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A Morte da Branca de Neve de Brigitte Aubert



Não há nada de comum entre Léonard “Chib” Moreno – um bastardo filho de um qualquer marinheiro desconhecido – e Jean-Hugues e Blanche Andrieu, um casal da alta burguesia católica e financeira. Nada, a não ser o corpo da jovem Elilou, que ele tem de embalsamar.

O jovem Léonard – embalsamador de profissão – sofre o estigma de ser fruto da violação da mãe por um qualquer marinheiro desconhecido. Felizmente para a sua saúde mental, o seu melhor amigo, Gregory, sai frequentemente com ele para o distrair. Tudo corre bem até ao dia em que uma certa Blanche Andrieu lhe pede para embalsamar a filha, Elilou, cujo corpo tenciona expor na sua capela privada.

Ainda que reticente, Léonard acaba por aceitar a proposta, mas, ao proceder ao embalsamamento, apercebe-se de que a menina fora sem dúvida vítima de abusos. Intrigado, interroga-se e, seduzido por aquela mãe terrivelmente desequilibrada, inicia uma investigação onde o horror e a incompreensão de um meio que lhe é estranho são uma presença constante.

A MINHA OPINIÃO:
A Morte da Branca de Neve foi uma boa surpresa. Sabem aqueles livros que nos oferecem e, que ficam guardados na estante durante tanto tempo que quase nos esquecemos dele? Este foi um deles! É um thriller em que Brigitte Aubert brinca com o leitor. Segredos atrás segredos, mortes misteriosas, paixões obsessivas e um assassino aparentemente invisível são as armas de Aubert. Cada revelação é sinónimo de imprevisibilidade! Léonard "Chib" Moreno é um embalsamador que aceita um último trabalho. Trabalhar no corpo de Elilou, filha de Blanche. Blanche é uma mulher da alta sociedade que vive atormentada, porque se culpa pela morte de Léon, o seu bebé e, agora, pelo falecimento da sua filha. "Chib" Moreno fica fascinado por esta mulher de rara beleza, de olhos tão tristes e, no seu íntimo, deseja salvá-la. Quando recebe o corpo de Elilou apercebe-se de que a menina era vítima de abusos e, que a sua morte não tem nada de acidental. E o assassino ainda não foi apanhado! "Chib" inicia uma investigação frenética em busca de um psicopata fugidio e cuja identidade é muito muito surpreendente! Aliás, todo o livro é inesperado e o leitor é incapaz de adivinhar o que se passará seguir! De referir ainda que o morbidez de alguns momentos podem impressionar os leitores mais sensíveis! Uma obra incrivelmente viciante com tantas reviravoltas que deixa os que os folheam as suas páginas, estupefactos!
6/7- EXCELENTE