terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Magia e Sedução de Alice Hoffman


Gillian e Sally Owens são duas órfãs que foram educadas pelas tias numa pequena vila. Criadas como crianças normais, tiveram desde tenra idade de lidar com a fama da família Owens.
Com efeito, há mais de dois séculos que as mulheres da família conhecem os segredos das ervas, das curas, e dos rituais para proteger as colheitas. As pessoas da cidade chamam-lhes bruxas mas recorrem a elas quando há necessidade, embora passem muito tempo a culpá-las de todo o mal à sua volta.
É neste contexto que Sally e Gillian partem, tentando esquecer os fantasmas do passado. Gillian, a irmã rebelde, parte para uma grande cidade para viver diversas relações sem futuro até ao dia em que conhece o violento Jimmy, que a maltrata.
Quanto a Sally, a irmã responsável, casa-se e tem duas filhas mas fica viúva pouco depois, mudando-se para uma nova cidade com o objectivo de poder dar uma nova vida às suas filhas, prestes a entrar na adolescência. Quando menos espera, tem Gillian à sua porta, acabada de chegar com um drama na sua vida e com uma surpresa na bagageira.

A MINHA OPINIÃO:

Magia e Sedução é uma leitura suavemente mágica! As suas páginas fluem vertiginosamente como se o amanhã não chegasse.Sally e Gillian são duas irmãs tão diferentes e tão iguais que é impossível não gostar de pelo menos, uma delas. Esta dinâmica fraternal é tão singular com a casa das Owens porque, a magia está em todo o lado. Ela move as personagens por caminhos obscuros e luminosos, forçando-as a tomar decisões. Ela também é uma personagem.Alice Hoffman cria um livro que não sendo brilhante, é uma leitura deliciosa. Não caí na monotonia dos romances óbvios e aborrecidos. Esta é uma história de duas irmãs, do amor entre elas, das suas escolhas e dos seus fantasmas. Tem um toque de suavidade como se a vida já fosse demasiada séria para suportar tal semblante. O início da leitura foi marcado por uma certa distância entre o leitor e os intervenientes da história, porém esta sensação logo desapareceu desabrochando numa narrativa divertida, doce e mágica. Desde os velhos gatos pretos aos lírios que crescem viçosos fora de estação no quintal da casa de Sally, tudo parece ter uma essência desconcertante. É da magia que Sally e Gillian fogem, contudo ela vive em cada fibra do seu corpo e em cada fio do seu cabelo. Alice Hoffman é uma escritora mediana que me faz lembrar Sarah Addison Allen, o que não é necessário mau, muito pelo contrário.

4/7- BOM

TRAILER DO FILME:

  video


PS: Obrigada Segredo dos Livros!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Um Conto de Natal de Charles Dickens

Um Conto de Natal ou O Natal do Sr. Scrooge é talvez um dos mais conhecidos contos da literatura universal e, sem dúvida, o mais conhecido conto de Natal. Nele, todo o sortilégio do Natal é tratado na prosa de um dos melhores caricaturistas sociais de todos os tempos, que foi talvez aquele que melhor soube apreender e transmitir o espírito do Natal!
Inúmeras vezes adaptado ao teatro, cinema e televisão, poucos serão aqueles que ainda não ouviram falar do fantasma do Natal Passado, do fantasma do Natal Presente e do Fantasma do Natal Futuro e do velho avarento que é visitado por estes espíritos que lhe transmitirão o verdadeiro sentido do Natal.
Escrito por Charles Dickens em 1843, Um Conto de Natal merece agora uma grande produção cinematográfica da Disney, recorrendo às mais modernas tecnologias.
Salienta-se que esta edição inclui as ilustrações originais, concebidas por John Leech, ilustrador preferido de Dickens.

A MINHA OPINIÃO:

Charles Dickens é um nome estelar da literatura! Ler um livro dele pela primeira vez foi uma grande responsabilidade. Quando leio um clássico há sempre aquela sensação de grandeza e de maravilha por folhear páginas admiradas por multidões! Há livros ditos clássicos que correspondem a essas expectativas e há outros que as destroem... Um Conto de Natal é o clássico "espiritualmente" perfeito e lê-lo na época natalícia é exultar a sua mensagem! O protagonista deste conto é Ebenezer Scrooge, velho avarento,cruel e mesquinho. Foi em Scrooge que encontrei uma perfeita caricatura social. Se essa foi a intenção de Dickens então, aplaudo-a de pé! Esta sátira ao homem que vive para os negócios e a frieza do dinheiro, preterindo as emoções e o calor de uma família é tão importante no século XIX como neste século. A hipocrisia social e o consumismo ditaram o óbito do genuíno Espírito de Natal.O dinheiro jamais poderá ultrapassar a beleza de uma família reunida na Consoada à volta de uma mesa. A mesa poderá não ser muito rica, porém não é a quantidade que importa, porque o verdadeiro manjar está na comunhão e na partilha de histórias e vivências. Scrooge é um veículo para ensinar uma valiosa lição! Os três espíritos, Natal passado, presente e futuro perseguem este velho até ele reencontrar a sua essência há muito empedernida! Um conto tocante e, às vezes, hilariante que fica connosco mesmo depois de fecharmos o livro. Mas, nem de Scrooge vive este livro de Dickens: há um outro conto menos conhecido, Os Sinos de Ano Novo. Toby Veck é a antítese de Scrooge, é um homem miserável mas bondoso e generoso. Toby terá um sonho futuro sobre si e a sua adorada filha. É um conto mais pequeno que, à semelhança do anterior, traz uma grande mensagem de esperança. Charles Dickens tem uma escrita distinta, cheia de sentimento e de ternura que, me convidou a participar da história, na tristeza e na alegria.

6/7-EXCELENTE

TRAILER DO FILME:


video